Outros alergénios

Baratas  |  Bolor

  i6 Baratas

Descrição do alergénio

Blatella germanica

Encontram-se frequentemente anticorpos IgE específicos das baratas em doentes com asma e outras condições alérgicas de todo o mundo. As espécies mais importantes do mundo industrializado são as baratas alemãs e americanas.

Exposição ao alergénio

A distribuição de baratas pelo mundo varia segundo a geografia, clima e cultura. As baratas desenvolvem-se em ambientes húmidos e quentes. Raramente se encontram em áreas secas a altas altitudes.

Há várias espécies bem disseminadas, e continuam a expandir-se para novas áreas. A mais comum é a barata alemã. Trata-se de uma barata pequena, que atinge cerca de 2 cm de comprimento e se encontra junto ao ser humano em todo o mundo. Em adultas têm asas, mas raramente voam. As ninfas são mais escuras e não têm asas.

As baratas encontram-se em casas, restaurantes, hotéis, plantas alimentares, armazéns, etc. Durante o dia, as baratas podem esconder-se por trás das bases da mobília, em fendas de armários, roupeiros ou despensas, e dentro ou por baixo de fogões, frigoríficos e máquinas de lavar loiça.

As baratas produzem alergénios potentes. Foram detectados pelo menos 29 alergénios da barata alemã que contribuem para a asma.

Os indivíduos alérgicos podem ser expostos aos alergénios das baratas por inalação do ambiente ou por ingestão devido à contaminação de alimentos. Os níveis mais elevados de alergénios de baratas encontram-se caracteristicamente nas cozinhas. No entanto, os níveis mais baixos encontrados na roupa de cama, no chão dos quartos e no pó dos sofás podem ser mais relevantes como causa da sensibilização.

Reactividade cruzada

Ficou demonstrada uma reactividade cruzada extensa entre diferentes espécies individuais do género. Ficou também demonstrada uma reactividade cruzada extensa entre a tropomiosina encontrada no camarão e a encontrada noutras espécies de crustáceos, ácaros e na barata alemã.

Experiência clínica

Reacções mediadas por IgE

As baratas podem induzir sintomas de asma, rinite e conjuntivite alérgicas, e eczema alérgico em indivíduos sensibilizados.

A apresentação clínica dos doentes asmáticos com alergia às baratas é caracteristicamente generalizada. Frequentemente os doentes têm um historial de asma perene, possivelmente pior no Inverno, sem historial claro do início dos sintomas na exposição às baratas.

Embora alguns doentes possam ser exclusivamente alérgicos às baratas, a sensibilização deve-se normalmente a vários alergénios do interior e/ou do exterior.

 

 

  m6 Bolor

Descrição do alergénio

Alternaria alternata /Alternaria tenuis

A alternaria alternata é um dos bolores alergénicos mais importantes. Embora também haja outras espécies de Alternaria que podem ser clinicamente relevante, especialmente como resultado de reactividade cruzada entre as espécies, a maior parte da pesquisa é feita sobre a Alternaria alternata.

Exposição ao alergénio

A Alternaria ocorre em várias plantas e outros substratos, incluindo alimentos e têxteis. O habitat favorito são os solos, armazenamento de milho, madeira podre, compostagem, ninhos de aves e diversas plantas da floresta. As zonas negras no tomate podem ser provocadas por Alternaria. Encontra-se frequentemente na água condensada nas caixilharias de janelas. É um dos esporos de bolor mais comuns no pó da América do Norte e Europa.

A Alternaria é um alergénio predominantemente do exterior, preferindo as zonas húmidas, e as concentrações no interior podem ser devidas a fontes primárias do exterior.

Nos climas temperados, é possível detectar esporos de Alternaria suspensos no ar entre Maio e Novembro, com picos no final do Verão e no Outono. Apesar das grandes dimensões dos esporos, estes podem afastar-se centenas de quilómetros da fonte.

Reactividade cruzada

Pode esperar-se uma reactividade cruzada extensa entre as diferentes espécies individuais do género. A enolase é um alergénio comum encontrado em muitas espécies de bolor, tendo ficado demonstrado que exibe elevada reactividade cruzada a outras enolases fúngicas.

Experiência clínica

Reacções mediadas por IgE

A sensibilidade à Alternaria tem vindo a ser cada vez mais reconhecida como factor de risco para o desenvolvimento, persistência e exacerbação da asma. Houve estudos que sugeriram que a sensibilidade à Alternaria pode ser um factor de risco para asma com risco de vida. A alternaria é um dos principais alergénicos que afectam crianças.

Os doentes com sensibilidade à Alternaria podem também correr risco de sofrer de rinite alérgica. Há diversos casos de rinite que podem ser atribuídos à sensibilidade à Alternaria.

A sensibilização à Alternaria pode também ocorrer em ambientes profissionais, como jardins, padarias, florestas e quintas.

A Alternaria está associada à asma do padeiro e aos problemas de pulmões dos trabalhadores da indústria da pasta de celulose.